sábado, 28 de novembro de 2009

O Guerreiro Gengis Khan

Tadanobu Asano interpreta o guerreiro mongol
Foto: AllMovie Photo
A gente se convencionou a associar a Gengis Khan a expressão “guerreiro sanguinário”. Claro, já que a história dos orientais que chega até nós foi criada por ocidentais. Pois este épico produzido no Cazaquistão, dirigido por Sergei Bodrov, e que foi candidato ao Oscar de filme estrangeiro, mostra que não é nada disso. Ou não é bem assim. Começa que Gengis Khan não é um nome, mas uma expressão que significa “grande líder”.
O nome real é Temujin (Tadanobu Asano), que nasce nas estepes da Mongólia em 1992. Filho do Khan da época, assassinado pelos inimigos, ele enfrenta todo tipo de violência até conseguir se torna ele mesmo o líder. Vinte anos depois, se torna o comandante capaz de rivalizar com o império chinês.
Se passou para história como genocida, o diretor Bodrov pinta um retrato humano de Temujin, como homem que perdoa inimigos, adota filhos que não são seus e fiel a mesma mulher, prometida a ele ainda na infância. Na parte técnica, a produção também faz bonito, copiando sem desvantagem as cenas de ação hollywoodianas. (Ronaldo Victoria)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Incendiário

Ewan McGregor: entre o amor e a culpa
Foto: Google Image

É bom avisar que se trata de um filme triste. Aliás, bastante triste. O drama dirigido por Sharon Maguire (Incendiary, Inglaterra, 2008) fala sobre culpa, remorso, depressão, entre outros sentimentos pesados. Tudo é ambientado em Londres, num conjunto habitacional que a personagem principal, não identificada por nome e vivida por Michelle Williams, odeia.
A moça também não gosta nada de sua vida, tanto que quando o filho de quatro anos dorme, vai a bares à caça de amores breves. Numa dessas escapadas, conhece um jornalista bonitão, Jasper (Ewan McGregor), e vai de cara para a cama com ele. O segundo encontro entre eles acontece num apartamento vazio, enquanto o marido, o policial Lenny (Nicholas Gleaves), e o filho estão no estádio vendo um jogo de futebol.
Nisso, a transmissão é interrompida para mostrar um atentado terrorista no local. A moça descobre que o marido e o filho foram mortos. O trauma faz com que mergulhe numa crise brava. Além do candidato a amante, o amigo do marido Terrence (Matthew Macfadyen), tentam ajudá-la. (Ronaldo Victoria)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Contos do Dia das Bruxas

Cena das crianças no ônibus chama a atenção
Foto: AllMovie Photo

A época do Hallowen passou, mas a dica ainda vale. Já que a data tem mais sentido nos Estados Unidos (ainda bem), nada impede que o filme seja aproveitado por aqui independente do mês. Aliás, o filme dirigido por Michael Dougherty —— que tem como título original Trick ‘r Treat, ou doces ou travessuras, frase-chave da festa —— não resulta numa grande produção de terror, mas ao menos garante uma diversão descompromissada.
Produzido por Bryan Singer, diretor de X-Men e produtor da série House, apresenta quatro histórias sangrentas que se interligam. Tudo se passa numa pequena cidade americana nas vésperas do Halloween. Os personagens são um professor psicopata Killer (Dylan Baker), uma garota (Anna Paquin) ansiosa pela "primeira vez, um velho rabugento (Brian Cox) e uma turma que tenta passar um trote assustador num garoto nerd.
O estilo do diretor faz com que as cenas apresentem uma mistura de terror com humor. O elenco é bom e segura as pontas, os efeitos especiais são bem feitos e a história do ônibus cheio de crianças fantasiadas chama a atenção. Vale uma olhada. (Ronaldo Victoria)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Meu Pai é Mãe de Equipe

George Lopez: Didi Mocó em dólares
Foto: Google Image

A capinha do DVD desta comédia familiar traz como destaque a frase "George Lopez apresenta". Mas nós, brasileiros, temos todo o direito de perguntar: quem é ele, pai ou irmão da Jennifer? Nada disso, Lopez é um dos cômicos de maior sucesso na televisão americana. Ele sempre vive personagens um pouco bobos mas de bom coração, uma espécie de Didi Mocó em dólares. Uma sitcom com seu nome durou seis temporadas e rendeu a ele o prêmio de maior "pai televisivo" do ano.
Feitas as apresentações, vamos à comédia dirigida por William Dear (Mr. Troop Mom, EUA, 2009). Aqui Lopez interpreta adivinhem que tipo de papel? Um paizão amoroso e preocupado, claro. Eddie é um advogado que perdeu recentemente a esposa e não tem muito tempo para a filha de 13 anos, Naomi (Daniella Bobadilla).
Doido para se aproximar da garota, ele topa ser acompanhante dela e das amigas durante um acampamento de verão, já que toda equipe precisa de uma mãe. O roteiro é cheio de clichês, com a velha rivalidade entre os times e com uma chefe de acampamento megera, vivida por Jane Lynch. Mas você esperava algo diferente? (Ronaldo Victoria)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vice Imoral

Michael Madsen e Daryl Hannah: entre a lei e o vício
Foto: Google Image

O que seria um vice imoral? O José Alencar contando uma piada suja? O Joe Biden, vice do Obama, tendo um caso com a secretária? Nada disso, para você ver como a tradução do título é idiota. Vice, nome original do suspense dirigido por Raul Inglis, significa vício, só isso. Por que não deixar o DVD apenas com esse título? Vá entender essas distribuidoras.
O roteiro discute os problemas causados pelo vício entre policiais, justamente a profissão encarregada de combatê-lo. O personagem principal é Walker (Michael Madsen, ator que somente este ano já atuou em 18 filmes, quase nenhum de muita expressão), que vem trabalhando no limite. Tudo se complica quando uma negociação é mal resolvida: 40 quilos de heroína desaparecem após uma transação e os policiais que investigam o sumiço são mortos um a um.
Ao tentar resolver o assunto, Walker enfrenta os fantasmas de seu passado. E sua parceira Salt (Daryl Hannah, que envelheceu mal e está com um penteado esquisito) mais atrapalha do que ajuda. O resultado, se não é especial, ao menos não aborrece o espectador. (Ronaldo Victoria)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Chamada

Shane West em cena do suspense ao lado de Tamara Feldman
Foto: Google Image

Esse suspense coloca em discussão uma questão totalmente na moda, nesses tempos de avanços tecnológicos cada vez mais constantes e em que um dos maiores receios é a invasão de privacidade. Essa paranóia anda cada vez mais em alta e nunca falta quem imagine que tudo que a gente fala ou escreve é espionado por órgãos do governo ou grandes corporações, denominação muito em voga.
Não é à toa que o título original de A Chamada tenha a palavra conspiração (Echelon Conspiracy, EUA, 2009, direção de Greg Marcks). O roteiro fala sobre Max (Shane West), jovem engenheiro de computação que recebe um pacote vindo de remetente desconhecido. Dentro encontra um celular de última geração, muito mais moderno do que os modelos disponíveis no mercado.
Logo ele descobre que é um presente de grego, pois se envolve numa teia de acontecimentos difícil de entender. O final lembra 2001 Uma Odisséia no Espaço e a revolta da máquina 2001. O elenco de apoio é eficiente, com Edward Burns, Ving Rhames, Jonathan Pryce e a bela Tamara Feldman. O resultado prende a atenção do espectador. (Ronaldo Victoria)

domingo, 22 de novembro de 2009

Lua Nova

Kristem Stewart e Robert Pattinson no segundo episódio da série
Foto: AllMovie Photo
Quem ainda não entende o fascínio que a série baseada nos livros de Stephenie Meyer exerce sobre os adolescentes (principalmente as garotas), vai entender menos ainda as filas enormes nos cinemas. A autora tocou num ponto sério da juventude, o desejo e ao mesmo tempo o medo do primeiro amor. Como todo mundo já deve saber, a série (são quatro livros, esse é baseado no segundo), fala sobre uma garota comum, Bella (Kristen Stewart), que se apaixona por um vampiro do bem, Edward (Robert Pattinson).
O primeiro acerto da autora foi tirar das criaturas sanguessugas a aura maligna e ligada a sexo. Também apaixonado, Edward evita sangue humano e não quer machucá-la. O que tem sido visto como uma metáfora sobre a necessidade de adiar a sexualidade. Por isso conta com apoio da geração mais velha.
Esta segunda aventura mostra como uma paixão vai se amadurecendo. Edward, preocupado com a amada, se afasta e fica observando a garota por telepatia. Enquanto isso, Jacob (Taylor Lautner), o amigo sarado e lobisomem da garota, se insinua. Mas o filme termina com uma frase marcante de Edward. Duvida que um ano depois todo mundo vai voltar? (Ronaldo Victoria)